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Renata
TÚLIO
JOÃO VÍTOR
GUILHERME
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25/02/2005 Apressando o tempo... Ultimamente tenho pensado e me irritado muito com o status que dá para as pessoas que seus filhos sejam “meninos prodígio”. Acho que comecei a pensar nisso porque o João Vítor, agora com 4 anos e 10 meses está entrando na pré-alfabetização ( Jardim II )a escola dele, que adota o método construtivista não costuma “atropelar” a ordem natural do aprendizado impondo o be-a-bá às crianças que deveriam estar apenas brincando, desenhando e descobrindo o mundo. A criatividade e a inteligência dele é perceptível por qualquer um que mantenha uma conversa com ele por mais de dois minutos, ele já escreve o próprio nome e dissílabos como pato, gato e bebê, mas ele já demonstrou desde cedo, que apesar do meu estímulo e da minha insistência ele não tem o menor dom pra Picasso. Seus desenhos ganhariam nota 6,5, se comparados ao de outras crianças da sua idade. Mas é aí que está o problema. Pra que comparar??? E por que TODO mundo quer que o filho ande aos nove meses, fale mais de cem palavras com 1 ano, saia das fraldas antes de 1 ano e meio, leia e escreva aos 4 anos e seja completamente independente aos 6??? Por que não respeitar o tempo e a individualidade de cada um? Pra que a alfabetizar crianças aos quatro anos e fazer com que elas passem mais rápido pela infância? Fico horrorizada com pais que “pulam” um ou dois anos de seus filhos na escola. Com certeza esses pais não tiveram que escolher aos 17 anos a profissão que iriam seguir como eu escolhi a minha e na hora da inscrição do vestibular ter a dúvida se estava fazendo a escolha certa. Imagina esta escolha feita por um adolescente de 15 anos? Pra que roubar 1 ano da infância do filho? Guilherme engatinhou antes dos seis meses, já dá uns passos tortos, dá tchau, manda beijo, mostra o nariz, o pé, a boca e o “pipiu”, fala mamãe, papai, neném, dá e “aba” (água) e um monte de vocábulos não identificáveis, mas sempre tem um infeliz achando que “ele poderia fazer isso ou aquilo”. Preciso me policiar e aprender a estimular meus filhos sem excesso. Sem querer compará-los com outras crianças sem querer que eles sejam os melhores pro padrão dos outros. A psicóloga da escola me disse noutro dia que se o importante para ela é que o João Vítor saiba contar uma história e faça excelentes redações no futuro. Aprender a ler e escrever ele vai. Mas de nada adianta uma caligrafia perfeita e uma mente sem idéias.
:: Postado por: Renata às 18h28 14/02/2005 Quem é vivo sempre aparece... A última do João (e do Gui tbm!): "-MÃE, MÃE, MÃE!!! Corre, vem ver, o Guilherme tá andando! Andando sem segurar em nada, mãe! Vem, mãe!" Quando eu chego na sala de TV vejo o pequeno em pé, meio desequilibrado e trocando o último passo porque depois do meu grito ele caiu de bunda no chão. Então ele ( João) diz: "-Mãe, eu vi o Gui andar, mas posso te contar uma coisa?" Eu respondo: "-Claro, meu filho!" "-Não fica triste não, mãe, mas o Guilherme é manco!" (Disse o João Vítor se referindo ao desajeitado do irmão que tinha acabado de dar seus primeiros passos.)
E vocês, como estão?
:: Postado por: Renata às 15h07 |
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