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Renata
TÚLIO
JOÃO VÍTOR
GUILHERME
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22/05/2005
RODRIGO
Cada vez que venho aqui falo que o Guilherme está impossível. Sempre que eu penso que ele está levado ele se supera e piora. Na verdade, não piora, melhora. Graças a Deus a danadeza dele é sinal de saúde. Mas que dá canseira na gente isso dá. Ele faz exatamente tudo aquilo que eu reparava nos filhos dos outros quando eu ainda não era mãe. Quando contrariado ele se joga no chão, bate a cabeça no chão ou na parede, grita e esperneia. Na casa dos outros ele se põe a abrir portas de armários e a tirar tudo que tem dentro. Eu falo, explico que não pode fazer, vou lá, cato tudo, procuro manter a calma e mostrar a ele e aos outros que sou uma mãe calma e controlada mas em poucos segundos ele encontra outra porta e começa a esvaziar mais um armário. Quando chega em casa a "fuçação" continua. Dia destes jogou nossas escovas de dentes no vaso sanitário. O João Vítor era um santo! Tudo bem, comparação entre irmãos não é bom, mas aqui é impossível não acontecer porque eles são muito diferentes. Apesar de toda inquietação, o Guilherme é muito carinhoso, adora fazer carinho, beijar e ser beijado, manda beijos pra todo mundo, conhecidos ou não. Também é muito inteligente, entende tudo que a gente fala. Está entrando na fase boa de fazer favor pra mãe, tipo pegar revista, pegar chinelo, (quando começar a pegar copo d'água vai ficar melhor -risos-). Canta na língua dele e dança junto, fala algumas coisas básicas, acho que ele vai demorar um pouco pra falar, porque seu vocabulário ainda não é vasto, ainda fala muitos monossílabos, fala papai, mamãe, papaiê, mamanhê, vovó, auaua (cachorro), ada (água), dá, qué (quero), neném, Guigui, Tatá (Natália), Bá (Barão e Babi, os cãezinhos da família), papat (sapato), papá (comida), bó (bola), Xéia (Célia), pé e algumas outras que não me lembro agora. Mostra a cabeça, pé, mão, olho, orelha, dente, língua e barrigão, quando perguntamos. Imita liquidificador (!?) e eu sei que quando ele começa a imitar liquidificador apontando pro armário da cozinha é que ele quer a vitamina dele. Responde sim ou não com a cabeça pra tudo que perguntamos (se fez cocô, se quer comer...), e muitas vezes brinca com isso porque sabe que vamos rir. O João Vítor pergunta: "-Gui, você me ama?" e ele responde que sim com a cabecinha e quando o João Vítor pergunta: "- Gui, você ama a mamãe?" ele responde que não com a cabeça já morrendo de rir, porque sabe que o irmão vai adorar e que eu vou esbravejar com ele. Eu respondo:"- Tudo bem Gui, eu te amo mesmo assim!". E ele nem imagina o quanto...
ps: Vocês devem estar se perguntando porque o título do post é Rodrigo. Deixe-me explicar: Qdo eu era pequena minha mãe tinha uma amiga, a Paula, que tinha um menino que se chamava Rodrigo. O menino era daqueles que arrancava rabo de lagartixa com a mão, empurrava a faxineira da janela do apartamento, colocava chiclete no olho mágico da porta dos outros e foi convidado a se retirar de várias escolas. Sempre que iríamos falar que uma criança era levada, falávamos que era "um Rodrigo". Como eu e minha irmã fomos crianças quietas e obedientes, acho que estou "pagando pela língua da minha mãe", quem mandou ela falar mal do Rodrigo?
:: Postado por: Renata às 15h33 |
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